terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Dinheiros públicos, vícios privados

Observação de aulas adiada

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) adiou a observação de aulas, no âmbito da avaliação de desempenho docente, para o próximo ano lectivo. Numa circular enviada às escolas na segunda-feira, o MEC informa que os docentes abrangidos pela obrigatoriedade da observação de aulas poderão realizá-la no próximo ano lectivo e não já neste, como se encontrava estipulado. Mesmo que esta só se concretize no próximo ano lectivo, os docentes terão de requerer a observação de aulas até ao final deste mês, segundo o que foi anunciado na circular de ontem. O prazo que se encontrava em vigor terminava já no próximo dia 15. 

domingo, 28 de outubro de 2012

Camilo e outras vozes - documentário

O documentário foi produzido por Carlos Brandão Lucas e conta a vida e obra de Camilo Castelo Branco.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

"Ser professor é um inferno"

Alunos sem esperança, professores ansiosos, ensino bafiento e uma escola que não serve os interesses das crianças e jovens nem os do país. Sérgio Niza dedicou a vida à educação e não se conforma com o estado a que a escola portuguesa chegou. Mas há soluções, diz ele.
Professores insatisfeitos, pais preocupados e alunos que acham as aulas uma maçada. O que é que se passa com a nossa escola?
_Esse é o retrato da escola portuguesa e da generalidade das escolas dos países ocidentais devido à forma de organização do trabalho. A estrutura de ensino simultâneo - todos a aprender a mesma coisa ao mesmo tempo - vem do século xvii e ainda perdura apesar de se saber desde os anos vinte do século xx que é um modelo esgotado. O professor dá uma lição, depois faz uma pergunta, escolhe um aluno para responder e avalia o trabalho substancial que é feito em casa. O principal problema da escola está neste modelo de não-comunicação em que o professor usa mais de três quartos do tempo da aula para falar sem que os alunos participem ou estejam envolvidos. Assim não há diálogo possível. Poderá algum jovem ou criança suportar isto?



(...)
 Porque é que os professores não mudam as práticas dentro da sala de aula? 
Os professores foram ensinados de determinada maneira e tendem a replicar o modelo que conhecem. Por outro lado, esta forma de estar na escola tornou-se tão natural que alguns professores até pensam que é a única. Mas não. Temos de ter consciência do que se passa na generalidade das escolas para perceber porque fracassámos e querer mudar. Porque há soluções.

Não perca a leitura desta entrevista.

Novo ano letivo com menos alunos e menos professores

Novo ano letivo em números:
  • quase dois milhões de alunos;
  • nova estrutura curricular, exames para o 4º ano, mais alunos por turma e um novo Estatuto do Aluno, que prevê uma penalização para os pais pelo comportamento dos filhos;
  • uma prova final de ciclo para os alunos do 4.º ano, a Português e Matemática, no início do terceiro período, com ponderação de 25 por cento, passando a valer 30 por cento na nota final do aluno a partir do ano seguinte, tal como as restantes provas e exames;
  • prolongamento do tempo escolar, até julho, para ajudar os alunos que evidenciem dificuldades em transitar para o 2.º Ciclo;
  • a reforma curricular está a concentração nas disciplinas fundamentais: Português, História, Geografia, Inglês, Matemática e Ciências; antecipação de Tecnologias da Informação e Comunicação para o 7.º ano; o fim de Estudo Acompanhado e Formação Cívica; a divisão de Educação Visual e Tecnológica em duas áreas, cada uma com um professor e o fim de Educação Tecnológica nos 7.º e 8.º anos;
  • as escolas ganharam autonomia para organizar a carga letiva dentro de limites máximos e mínimos definidos, sendo da sua responsabilidade a duração de cada aula.
Fonte: Lusa

quarta-feira, 23 de maio de 2012

terça-feira, 15 de maio de 2012

Estudar é 10% esforço, 100 % resultado



Estudar é natural. Para andar é preciso estudar o terreno e ver onde se põe os pés, estuda-se mal e...cai-se. Os métodos tradicionais de estudar são lógicos mas estúpidos: 80% esforço, 20% resultado.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Antônio Abujamra entrevista o educador Rubem Alves

RUBEM ALVES. Um dos maiores pensadores do mundo. Pensa ''dores'' e ''prazeres''. Da alma e da carne. Tínhamos que ter estas figuras dessa grandeza no topo das ações de governo. Infelizmente não interessa aos governantes desenvolver no povo condições de pensamento crítico, estético, sensibilidade... Por isso elegemos um operário. Para transformar nossas aspirações mais vagabundas de ''igualdade social'' nesse engodo vermelho.

domingo, 15 de abril de 2012

Bibliotecas 2.0

Documento que serviu de orientação a apresentação do tema "Bibliotecas 2.0" na EBI Arnoso Santa Maria no dia 13/04/2012 no âmbito do Fórum Local de Educação.
Agradeço o convite, que me foi feito pela direção da escola,  para falar de um tema que me é, particularmente, querido.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Aluno mais velho conclui o 9.º ano

Numa altura em que ouvimos, constantemente, da boca dos nossos alunos que estudar é uma seca. Este aluno mais velho responde da seguinte forma:


"Voltei a estudar porque quero sempre saber mais", disse ontem ao CM João Vieira, de 91 anos, minutos antes de receber o certificado de conclusão do 9º ano no Centro de Novas Oportunidades de Salvaterra de Magos. Tinha apenas a 3ª classe, concluída aos 34 anos, quando já era feitor de uma herdade no Montijo, e regressou à escola incentivado por um neto.



  • Vale a pena pensar nesta mudança...

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Até aos oito, só vale elogiar

Vale a pena refletir...


  • Até aos oito anos de idade, o cérebro das crianças só reage aos elogios. A conclusão é de investigadores da Universidade de Leiden, na Holanda, e baseou-se na análise de ressonâncias magnéticas feitas para o efeito. Até por volta dos 8 anos, os elogios - por exemplo sobre o resultado de um teste na escola - ativam certas zonas do cérebro; pelo contrário, não há qualquer reação nas mesmas áreas quando as crianças são repreendidas.
Fonte:  Expresso -  Revista 11/Fev/12

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ensinar e aprender


O Mestre na Cadeira diz para todos; mas não ensina a todos. Diz para todos porque todos ouvem;mas não ensina a todos, porque uns aprendem e outros não. E qual é a razão desta diversidade se o Mestre é o mesmo e a doutrina a mesma? Porque para aprender não basta só ouvir por fora,é necessário entender por dentro. Se a luz de dentro é muita, aprende-se muito; se pouca, pouca; se nenhuma nada.



aomestre.gif
  •  António Vieira, Sermões

sábado, 28 de janeiro de 2012

O melhor de Portugal

Um filme promocional mostra muito do melhor de Portugal. Um país de grandes contrastes e paisagens irresistíveis. Um Portugal simples e bonito, aqui com embalagem de luxo para turista consumir.



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Encontrados inéditos de Fernando Pessoa

Quarenta e três textos inéditos de Fernando Pessoa sobre sebastianismo e o Quinto Império foram encontrados na sua famosa arca pelos investigadores Pedro Sepúlveda e Jorge Uribe e publicados com outros 58 já conhecidos sobre o mesmo tema.


O resultado estará a partir de quinta-feira nas livrarias portuguesas, numa edição da Ática, chancela da Babel, sob o título “Sebastianismo e Quinto Império”, mais um volume da Nova Série de Obras de Fernando Pessoa, coordenada pelo pessoano colombiano Jerónimo Pizarro.

“[Em D. Sebastião], Pessoa encontra uma figura para falar de Portugal de uma maneira que, ao mesmo tempo, o aproxime a uma tradição popular, que é o que lhe interessa, mas também faça um certo afastamento de outros autores”, disse à Lusa o investigador colombiano Jorge Uribe.

“Acho que um dos principais interesses de Pessoa pela figura de D. Sebastião tem que ver com uma maneira de fazer frente a Camões: D. Sebastião é uma personagem de ‘Os Lusíadas’, de Camões, todo o poema épico é dedicado a D. Sebastião, mas o D. Sebastião que está por vir depois de ‘Os Lusíadas’ é uma oportunidade para Pessoa se defrontar com aquele que era o seu precursor literário mais importante”, defendeu.                  pr%C3%A9mio+pessoa.jpg


Ler mais

sábado, 21 de janeiro de 2012

Escolas com mais funcionários


Os ministérios da Educação e das Finanças vão rever o rácio do número de alunos por funcionário de modo a adaptá-lo às "novas construções escolares".
A medida, divulgada através de um comunicado de imprensa, foi anunciada pelo Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, Casanova de Almeida, no final do périplo de reuniões que o ministério promoveu com directores de escolas de todo o país no âmbito da discussão pública da proposta de revisão da estrutura curricular do ensino básico e secundário.
escolas.JPG

josecarlospereira.blogspot.com

Actualmente, o rácio é de um funcionário por 48 alunos no 1.º ciclo e de um para 100 no 2.º e 3.º ciclo. O PÚBLICO tentou saber junto do ministério se o objectivo é aumentar o número de funcionários, mas não obteve respostas. As novas construções escolares, nomeadamente no 1.º ciclo, são maiores e destinam-se a mais alunos. O ministério também se comprometeu a facilitar os procedimentos de contratação de pessoal não-docente.


Fonte: Público

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Regressou à escola porque gosta de aprender?


Aos 97 anos, Vitalina de Almeida é provavelmente a aluna mais velha em Portugal. Frequenta há três anos a Universidade Sénior de Grândola (USG) e este ano decidiu acabar o 6º ano de escolaridade, através do programa Novas Oportunidades, na escola secundária local.

O que leva uma senhora de 97 anos regressar à escola?

"Só fiz a 4ª classe e como gosto muito de aprender, decidi voltar à escola", contou a nonagenária.
Esta é uma frase digna de figurar na entrada das salas de aula das nossas escolas.
Ex-costureira, natural de Sines, Vitalina abandonou os estudos há 85 anos, mas manteve sempre vivo o sonho de voltar a estudar. Com a ajuda dos responsáveis da USG, decidiu inscrever-se nas Novas Oportunidades e diz estar preparada para o desafio. "É capaz de ser difícil, mas já comecei a escrever a história da minha vida", adiantou a idosa, que entre os estudos frequenta aulas de informática, gerontomotricidade, amadurecer com saúde e cultura geral. 
Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Novo Estatuto do Aluno em Março


O novo estatuto do aluno deverá estar concluído e pronto para ser discutido em Março, segundo João Casanova de Almeida, secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar.



Questões como:
  •  assiduidade;
  • pontualidade dos alunos, 
  • a responsabilização da família pela indisciplina dos filhos.


... serão alvo de alterações profundas no documento a ser apresentado.
“O diploma está ser trabalhado e na primeira quinzena de Março vamos ter algo de concreto para apresentar”, afirmou nesta quarta-feira o secretário de Estado, numa visita à Confederação Nacional das Associações de Família, na qual também participou Pedro Mota Soares.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Medidas a implementar na educação em 2012

A reforma curricular do básico será a medida que mais polémica vai provocar entre ministro e professores. Medidas a implementar em 2012:
  • entra em vigor um novo sistema de avaliação de desempenho docente, que foi alvo de discussão com os sindicatos, e que já foi aprovado em Conselho de Ministros;
  • vai ser conhecido o resultado da auditoria à Parque Escolar que vai ditar a viabilidade da empresa;
  • é conhecida a avaliação do Programa Novas Oportunidades em curso pela Agência Nacional de Qualificação;
  • A partir de Setembro há exames no final de cada ciclo de estudos (4º, 6º e 9º anos) para os alunos que até ao início do Verão vão ter um novo Estatuto. Além disso;
  • regulamentar a reforma curricular do básico e secundário - que está em discussão pública até ao final deste mês - durante o primeiro trimestre;
  • em Setembro, os estudantes vão ter mais horas de História, Geografia, Matemática e Português, o Inglês vai passar a ser disciplina obrigatória até ao 9º ano; 
  • deixam de existir as disciplinas de Estudo Acompanhado, de Formação Cívica e a de EVT passa a ser dividida entre Educação Visual e Educação Tecnológica com um programa próprio. 

Fonte: Económico